Adipometria ou Bioimpedância

Adipometria ou Bioimpedância – Qual a melhor?

Adipometria ou bioimpedância – Qual a melhor?

 

Eu sei nutri, você pelo menos uma vez já se fez esse questionamento: Adipometria ou Bioimpedância. Ou mesmo quem está iniciando nesta jornada chamada nutrição, já deve ter-se pego pensando em qual método usar para fazer a avaliação. 

Bem, primeiramente é válido lhe explicar o que é cada um, para não ter dúvidas sobre nada. 

Mas eu já vou lhe adiantando, o segredo não está no equipamento. É verdade! Fica comigo até o final deste post, que irá saber exatamente do que estou falando.

 

O QUE É ANTROPOMETRIA

 

Bem, antes de tudo, preciso alinhar contigo sobre um conceito – a antropometria. Pois de nada vale fazer uma avaliação antropométrica sem entender, realmente, em que ela vai encaixar dentro da consulta.

Mas isso é muito óbvio – você deve estar se questionando – a antropometria é para comparar os resultados do paciente!

Claro, se você considerar que resultado é a evolução física do paciente, pode ser mesmo. Mas como uma nutri de performance que é, acredito que deva considerar outras variáveis na hora de mensurar um resultado, não é mesmo?

Certo, partindo disso, a antropometria é definida como um método utilizado para avaliar a composição corporal a partir das principais medidas de superfície.

Ela é usada, sim, como meio de acompanhamento da evolução física do paciente, feita através da observação da comparação das métricas feitas em um determinado período.

Mas ela vai além. Sabendo realizar uma avaliação antropométrica precisa, é possível chegar à composição corporal do paciente, o que faz total diferença na interpretação de uma evolução e também na definição da estratégia nutricional que será usada.

Agora sim, esclarecido isso até aqui, vamos aos meios de se obter essa informação. Lembrando que neste post, falaremos apenas dos dois mais comuns. Pois é, existem alguns outros, por isso reforço que sua leitura se estenda até o final.

 

ADIPOMETRIA

Começaremos pela mais usada, a adipometria ou dobras cutâneas. Esse método avalia a densidade corporal, determinando, principalmente, o montante de gordura corporal. 

É uma opção barata, não invasiva e de fácil aplicabilidade. 

Ela é mensurada através das informações de: peso, altura, dobras cutâneas (mm), circunferências (cm) e diâmetros ósseos.

Mas a utilização de cada medida, vai depender de qual será o protocolo usado na avaliação.

Existem mais de 100 fórmulas de predição, e nesta etapa é importantíssimo ter uma interpretação de qual é o perfil do paciente, e depois associá-lo ao protocolo ideal para o caso. 

Mas antes mesmo de pensar em qual fórmula usar, preocupe-se em medir bem.

Isso mesmo. De nada adianta ter a fórmula perfeita para o paciente perfeito, se seus próprios dados não são confiáveis, e isso não tem relação com o método usado, mas sim, com a perícia em usá-lo.

Para isso é necessário uma padronização dos dados, pois a realização de uma medida em um ponto e posteriormente comparada com outra feita no “mesmo lugar”, mas em um ponto diferente da anterior, pode provocar resultados equivocados. 

Mas calma, existem métodos para ajustar essa padronização, e não são nada difíceis, mas a prática é exigida. 

O grande segredo  é o treino acompanhado de mais treino. 

 

BIOIMPEDÂNCIA 

 

A bioimpedância ou impedância elétrica, é um método utilizado para avaliar a composição corporal por meio de uma corrente elétrica de baixa intensidade que passa pelo corpo.

A impedância é, basicamente, a resistência do corpo a esse fluxo de corrente elétrica, que é  relativa ao tipo do tecido corporal. 

Por exemplo, o músculo é um bom condutor de energia, devido ao alto teor de água, enquanto a gordura é um mau condutor.

Elas podem ser classificadas com base no número de frequências elétricas: frequência única, multifrequencial e espectroscopia de bioimpedância.

Também é um método rápido e não invasivo, pode ser portátil e tem um custo variável.

Porém é importante ressaltar que para mensurar esses dados através da bioimpedância, é necessário um preparo prévio para realização e seguir as orientações de uso, pois não são todas as pessoas que podem se submeter ao exame. 

 

MAS AFINAL QUAL O MELHOR: Adipometria ou bioimpedância?

Bom, para responder essa pergunta é preciso adiantar que por se tratar de métodos indiretos, ambos são falhos, pois são baseadas em suposições.

Mas calma, isso não quer dizer que nenhum possa ser usado, até porque os dois são consolidados e validados pela literatura científica.

O que existe, é uma margem de erro para qualquer método indireto e a única maneira realmente precisa para avaliar a composição corporal é a análise de cadáveres (isto é, a dissecação). Tenho certeza absoluta que não é de interesse nenhum, adotar esse método para a prática clínica, não é mesmo?

Bem, de qualquer maneira não existe melhor e nem pior. Ambos os métodos são bons, desde que usados da maneira correta e que tenham capacidade de reprodução de resultados confiáveis.

Como vimos, os dois têm prós e contras. 

Por exemplo, na adipometria, a confiabilidade do dado se dará por: qual técnica será usada, o uso de um adipômetro devidamente calibrado, um protocolo que seja adequado para o paciente e principalmente a avaliação das medidas feitas de forma correta.

Já na bioimpedância será pelo aparelho que será usado (frequência única, multifrequencial ou espectroscopia de bioimpedância) e no cumprimento de todas as orientações prévias ao exame. 

O melhor método  é aquele que você pode ter em seu consultório. 

 

O SEGREDO

 

Agora vou te contar um segredo, independentemente do método que será usado, o mais importante é a possibilidade de reproduzi-lo de forma precisa. 

Porque é a capacidade do avaliador em dominar a prática, reproduzir medidas, padronizar as técnicas e utilizar equipamentos calibrados e precisos, que irão determinar a confiabilidade dos dados. 

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