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Menopausa? Veja como a Fitoterapia ajuda!

Nutri, independentemente da área em que você atua, tenho certeza que você já deve ter atendido pacientes que relataram queixas como: insônia, constipação ou mesmo mulheres acometidas por sintomas como menopausa, não é mesmo?

Esses são alguns dos sinais e sintomas mais comuns apresentados pelos pacientes no consultório. 

E como já vínhamos comentando, não é de hoje que a Fitoterapia vem sendo usada como estratégia para complementar a conduta nutricional, principalmente na presença de quadros clínicos como esses. 

Mas claro, toda e qualquer prescrição de fitoterápicos só deve ser realizada diante de um fundo científico e quando o profissional além de ser habilitado possui a segurança naquilo que está prescrevendo.

Entretanto, como aqui o intuito é lhe dar informação de qualidade alinhada com a prática nutricional, compilamos neste texto, fitoterápicos que auxiliam nos sintomas mais comuns no consultório.

 

Fitoterapia na Menopausa

A Menopausa é marcante na vida da mulher. Sendo definida como uma fase biológica da vida e não como um processo patológico. Sendo assim, compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo 

Ou seja, a menopausa é um marco dessa fase, correspondendo ao último ciclo menstrual.

Em suma, os ovários param de produzir quantidades suficientes de hormônios sexuais como estrogênio e progesterona.

Desta maneira aumenta a frequência de alguns sintomas clássicos, tais como, insônia, nervosismo, depressão, incontinência urinária,  alterações na sexualidade e  ondas de calor ou fogachos.

 

Sintomas da Menopausa e como tratar com Fitoterapia

Fogachos

Considerado um dos principais sintomas, já que são observados em 75% das mulheres pré-menopausadas, os fogachos duram de 1 a 2 anos após a menopausa, no entanto, eles podem durar mais de 10 anos em algumas mulheres. 

Eles são acompanhados com períodos de rubor recorrentes e transitórios, sudorese e sensação de calor e geralmente são coincidentes com palpitações, ansiedade e às vezes com arrepios.

Além disso, como o fogacho está relacionado com a diminuição dos níveis de estrogênio, um  dos fitoterápicos indicados é o Glycine max, popularmente conhecido como a soja.

É composto pelas isoflavonas que são polifenóis alimentares. Ou seja, são derivados de plantas com estrutura e funções semelhantes a estrogênio e desta maneira ligam-se aos receptores deste. 

Uma análise sistemática com 17 estudos promovida pela Maturitas (2006), mostrou uma redução ligeira a moderada nos fogachos, em mulheres com um número elevado desses sintomas por dia, bem como poderia ser benéfica para redução do peso corporal, glicose e controle de insulina no plasma.

Em uma revisão sistemática de literatura feita pela Nutrition, observou-se que as isoflavonas provavelmente têm efeitos benéficos na saúde óssea em mulheres na menopausa, fazendo com que a suplementação desse fitoestrógeno pode evitar a redução da densidade mineral óssea e manter uma estrutura óssea saudável durante a menopausa.

  •  Nome popular: Soja
  •  Dosagem diária: 50 a 180 mg por dia, que devem ser divididos em duas tomadas (12/12h)
  • Padronizador: 40% de isoflavonas

Contraindicações: 

  • Contraindicado para menores de 12 anos e pacientes alérgicos a amendoim;
  • Alguns efeitos colaterais citados são náusea, distensão abdominal, constipação intestinal e dor de cabeça.

 

Menopausa e Insônia

O sono é um importante regulador da nossa saúde e cada vez mais quadros como o de insônia vêm sendo relatados por muitos pacientes.

Seja por demasiado estresse ou outra causa, nessa condição o tratamento com fitoterápicos tem se mostrado muito efetivo.

Como por exemplo a Erythrina sp, mais conhecida como Mulungu. Atua como depressor do sistema nervoso central (SNC) alterando beneficamente as respostas relacionadas com a ansiedade e induzindo ao bloqueio neuromuscular por longos períodos, promovendo assim um estado de relaxamento.

Além disso, esses efeitos se tornaram benéficos em quadros leves de ansiedade e insônia, atuando calmante suave.

  • Nome popular: Mulungu
  • Pó da casca: 600 mg a 2,4 g/dia
  • Extrato-seco: 50 a 200 mg/d
  • Tintura a 20%: 5 a 20 ml/d
  • Infuso ou decocto a 2%: 50 a 200 ml/g

Contraindicações:

  • Não é indicado na gravidez e lactância;

Outro fitoterápico muito usado nos quadro clínico de insônia foi a Melissa officinalis, pois apresenta propriedades ansiolíticas e antidepressivas, pelo aumento dos níveis de ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro.

Um estudo feito pela Mediterranean Journal of Nutrition and Metabolism demonstrou que o tratamento agudo com Melissa aumentou a auto avaliação de calma, modulou o humor e reduz o estresse em jovens saudáveis. Além de reduzir as manifestações de ansiedade e de insônia.

  • Nome popular: Erva-cidreira verdadeira
  • Infusão: 1 a 4g para cada 150mL.
  • Tintura 20%: 2 a 6 mL (álcool 45º)
  • Extrato seco (5:1): 330 a 900 mg/d

Contraindicações:

  • Não deve ser utilizado por pessoas com hipotiroidismo (redução da função da tireóide);
  • Utilizar cuidadosamente em pessoas com pressão baixa. Não indicado para gestantes.

Menopausa e Constipação Eventual 

E por último mas não menos importante, temos o quadro de constipação intestinal. 

Além das indicações usuais, a fitoterapia vem trazendo evidências de resultados na constipação eventual.

É o caso da Frangula purshiana (DC.) ou Rhamnus purshiana DC, conhecida como cáscara sagrada.

Segundo um estudo realizado em 2014, às substâncias presentes na Cascara sagrada, em toque com a mucosa intestinal, acabam produzindo um movimento de peristaltismo através de um mecanismo de ação não definido, ajudando na eliminação das fezes.

  • Nome popular: Cáscara Sagrada
  • Droga vegetal: de 0,3 a 1,0 g em dose única diária.
  • Extrato seco: de 57 a 108 mg em dose única diária.
  • Padronização: Todas as preparações padronizadas para conter 20-30 mg de derivados hidroxiantracênicos calculados como cascarosídeo A.

 

Contraindicações:

  • Não deve ser utilizado por pessoas com refluxo, inflamação intestinal aguda (doença de Crohn), colite, apendicite ou dor abdominal de origem desconhecida, pacientes com histórico de pólipos e intestinal;
  • Não utilizar durante a lactação, gravidez e em menores de 12 anos.
  • O uso contínuo pode promover diarreia, perda de eletrólitos e dependência.
  • Não fazer uso crônico (mais de 1 semana);

 

Prescrição de Fitoterapia somente com habilitação

É inegável como as vias que temos para complementar nossa conduta nutricional são infinitas. 

Claro que não chegamos nem aos pés do tamanho do conhecimento que se tem sobre os fitoterápicos para os mais diversos sinais e sintomas.

Contudo é importante relembrar que para realizar essas prescrições é necessário possuir Título de Especialista em Fitoterapia. 

No entanto, se você quer ser habilitado mas ainda não sabe como, sugiro que leia os últimos posts disponíveis aqui no blog. 

 

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